A corrida para excelência não tem linha de chegada.
David Rye

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Lojas investem na venda de seguro

A preços populares as lojas de departamento estão apostando e investindo pesado na venda de seguros. Com valores a partir de R$1.99 por mês as redes varejistas  estão atraindo os consumidores e anulando cada vez mais o espaço dos corretores.

Oferecendo serviços de seguro de vida, furto de cartão e prometendo benefícios através da venda casada, não se sabe ao certo se essas redes seguem os procedimentos legais impostos pela lei. Segundo o decreto73/76 a venda de seguros só é legal quando há o intermédio da Seguradora ou do Corretor durante o processo de contratação.

Em entrevista o advogado especialista na área de seguros Dr. Gilberto de Jesus alertou o consumidor referente ao processo correto da venda: “Pode-se dizer que a loja está agindo corretamente perante a lei, quando ela utiliza a seguradora, o corretor ou um Preposto (que trabalha sob a supervisão do corretor) durante o intermédio da venda, o consumidor precisa ficar atento por que algumas acabam designando o serviço para o próprio vendedor que não está apto para venda do seguro”

Ainda em entrevista Gilberto alertou os consumidores referente à venda casada, “É um serviço oferecido no qual as lojas vendem o seu  produto  e se aproveitam do momento para induzi-lo a comprar o seguro, isso facilita muito todo o processo por que a loja já tem o cliente”

Já em alerta referente a esse procedimento o Sindicato dos Corretores de Sergipe tem feito um trabalho  de combate junto a Susep e ao Ministério Público contra a venda de seguro ilegal. Ressaltando a importância da participação dos corretores dentro das lojas, o advogado do Sindicato Winston Neil, alertou os consumidores referente aos contratos que são oferecidos “Por lidar com uma grande quantidade de pessoas eles não informam os detalhes do contrato, o nome desse procedimento  é Venda Agressiva. ”O fato é que a prática mesmo sendo ilegal está sendo mantida, os corretores precisam denunciar e fazer valer mais a sua profissão.

Fonte: CQCS / Renata Santana 

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