A corrida para excelência não tem linha de chegada.
David Rye

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pedido de seguro-desemprego cresce 14%

A técnica Camila Freitas Assunção deu entrada ontem no seguro-desemprego no PAT de Rio Preto

O número de pedidos de seguro-desemprego na região de Rio Preto registrou aumento de 14% nos dez primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado. Levantamento da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (Sert) mostra que o volume de solicitações que deram entrada nos nove Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) que pertencem à diretoria regional em Rio Preto foi de 50.698 entre janeiro e outubro deste ano. No mesmo período de 2009, a quantidade chegou a 44.465.

O diretor regional da Sert, Francisco Paulo Marques, atribui o aumento à absorção da demanda que era do Ministério do Trabalho. "Além disso, o setor sucroalcooleiro, que é o de maior demanda, começou a demitir. Mas a tendência é que isso mude logo", afirmou. A análise dos dados relativos apenas a Rio Preto também mostra crescimento no desemprego, de 13,7%. Foram 22.299 pedidos entre janeiro e outubro deste ano, contra 19.600 no mesmo período de 2009.

O último dado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de setembro, revela uma retração da empregabilidade em Rio Preto. Os dados mostram que houve redução de 21,5% no saldo de vagas em relação ao mesmo mês do ano passado. Em 658 postos de trabalho gerados, contra 839 em setembro do ano passado.

A técnica em radiologia Camila Freitas Assunção esteve ontem no PAT de Rio Preto para dar entrada no seguro-desemprego. Depois de oito meses trabalhando como auxiliar de escritório em uma empresa, foi dispensada e agora pretende se dedicar à sua área de formação. "Enquanto aguardo ser chamada em um concurso público em que passei, vou continuar estudando e me aperfeiçoando no ramo."

A administradora SDE (que preferiu não se identificar) também foi ontem ao PAT dar entrada no seguro. Ela trabalhou como coordenadora de marketing em uma empresa durante 3,4 anos. "Vou esperar até o fim do ano e depois procurar algo na área de administração", disse.

Quem pode

Todo trabalhador formal, registrado em Carteira de Trabalho por pelo menos seis meses e que tenha sido demitido sem justa causa tem direito a receber o auxílio-desemprego. O número de parcelas varia de três a cinco, conforme o tempo trabalhado formalmente. Os valores oscilam de um salário mínimo (R$ 510 atualmente) a R$ 954,21. O intervalo entre o pedido de um seguro-desemprego e outro deve respeitar pelo menos 16 meses.

Se o desempregado estiver recebendo o auxílio-desemprego e começar a trabalhar formalmente, o pagamento será automaticamente bloqueado. O pagamento é feito nas agências da Caixa Econômica Federal e também nas casas lotéricas, por meio do Cartão Cidadão. Em Rio Preto, para dar entrada no seguro-desemprego, o trabalhador pode procurar o PAT, na rua Boa Vista, 666, o Poupatempo, na rua Antonio de Godoy, 3033. A Gerência Regional do Trabalho, órgão do Ministério do Trabalho, faz hoje apenas pedidos de seguros de pescadores, empregadas domésticas e recursos requerimentos feitos à Sert.

Colocação

Ao mesmo tempo em que houve aumento no número de pedidos de seguro-desemprego, a colocação de trabalhadores no mercado de trabalho e a oferta de vagas também cresceu. Na região, em dez meses, foram inseridos 13.484 trabalhadores, contra 8.502 em igual período do ano passado. O número de vagas ofertas cresceu 68,3%, ao passar de 15.838 para 26.670.

A análise dos números relativos apenas a Rio Preto revela que o número de colocados mais que dobrou, passando de 2,7 mil para 4.948, ou seja, alta de 83%. O volume de vagas ofertadas passou de 6.285 para 10.806, um crescimento de 71,9%.


Fonte: Diário da Região - S. J. do Rio Preto  

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