THAIS BILENKY DE BRASÍLIA
Apesar de ter atingido a maior taxa de cobertura desde 1992, a Previdência Social ainda exclui um terço da população economicamente ativa (16 a 59 anos), informa o governo. Divulgado nesta quarta-feira, estudo do ministério com base no Pnad 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílio) retrata a situação de 28 milhões de brasileiros sem direito a aposentadoria pública.
Os desprotegidos pelo regime público de previdência têm rendimento baixo -- mais de 13 milhões recebem menos de um salário mínimo e 14 milhões, o mínimo ou mais. Dos últimos, a maior parte (43%) trabalha por conta própria e outra parcela significativa (39%) não é registrada. O estudo mostra que 1,11 milhão de pessoas são incluídas no regime de previdência social sem contribuir.
No ano passado, a cobertura da previdência social chegou a 66,9%, porcentagem levemente superior à de 1992, que registrava 66,4%. Segundo o ministério, até 2002, a taxa foi caindo até o índice mínimo de 61,7% atingido em 2002. Desde o início do governo Lula, segundo o próprio, a cobertura vem se ampliando e chegou, no ano passado, a 57 milhões de brasileiros ocupados economicamente.
Fonte: Folha.com
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