Desde que começou a atuar no segmento de grandes riscos, em 2009, a Fator Seguradora, controlada pelo Banco Fator, fechou no final da semana passada um de seus contratos mais importante. Na sexta-feira, um consórcio liderado pela seguradora assinou o contrato de risco de engenharia de dois trechos da linha 4 do metrô do Rio de Janeiro, que representam uma cobertura de R$ 1,6 bilhão.
Os trechos segurados têm 9,6 quilômetros de extensão, conforme informações do jornal Valor Econômico. A Fator, que controla 70% do consórcio, junto com outras três empresas e com apoio da alemã Munich Re, ligam Gávea a São Conrado e São Conrado a Jardim Oceânico.
O contrato deverá ser ampliado para outras duas linhas do metrô, totalizando R$ 2,9 bilhões. Os trechos começarão a ser construídos ainda neste ano e vão representar arrecadação de prêmios para a Fator de R$ 7 milhões. A empresa deve participar também do seguro garantia da obra, ainda em negociação.
O seguro já colocado, que garante as obras civis do metrô, tem um significado especial para a Fator, segundo o diretor André Gregori, pois representa um passo importante na disputa por esse tipo de apólice, no qual a empresa começou a operar em dezembro do ano passado. Até então, a Fator só fazia o seguro garantia, onde ocupa a segunda posição no ranking, com cerca de 12% de participação.
"O nosso projeto inicial era diversificar a carteira a partir do quarto ano de atuação, mas a receptividade do mercado acima das nossas expectativas nos fez antecipar a ideia", diz Gregori. No ano passado, a Fator começou a buscar novos produtos para atuar, além do seguro garantia.
Remodelamos a companhia toda sob a ótica de gestão corporativa. Agora, "o foco hoje é de uma empresa de seguro voltada à infraestrutura amplo senso". Isso significa que a Fator passou a oferecer seguros também de risco de engenharia, de obras e de equipamentos.
Outro setor onde a empresa pretende entrar este ano é a proteção de eventos, um segmento que vem crescendo muito no Brasil. "Já estamos com a carteira em aprovação na Susep para operar." Esse tipo de apólice cobre, por exemplo, o cancelamento de shows e eventos e movimentou em prêmios no ano passado cerca de R$ 300 milhões.
Fonte: CQCS | Pedro Duarte
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