O desempenho do mercado de seguros neste início de ano está superando as expectativas mais otimistas. Segundo dados da Susep, as seguradoras faturaram pouco menos de R$ 8,5 bilhões em janeiro, com crescimento de 22,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, sem computar o seguro saúde, que está sob a alçada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O ramo de automóveis voltou a ter um resultado tímido, comparado à performance do setor como um todo. A receita apurada nessa carteira (excluindo o seguro obrigatório, Dpvat) somou R$ 1,5 bilhão em janeiro, 5,7% a mais que no mesmo período em 2010.
O dado surpreendente foi a queda acentuada da receita apurada com a comercializado do VGBL e produtos correlatos (VAGP, VRGP, VRSA e PRI). Em janeiro, esse segmento gerou um volume de prêmios de aproximadamente R$ 1,4 bilhão, 48,3% a menos que no primeiro mês do exercício passado.
Entre as carteiras de porte médio, o seguro prestamista voltou a registrar um desempenho bastante positivo, com um volume de prêmios da ordem de R$ 306,2 milhões, 26,9% a mais do que em janeiro de 2010.
Melhor ainda foi o resultado apurado com a comercialização do seguro turístico ou de viagem. Neste caso, a receita apurada em janeiro chegou a R$ 5,2 milhões, com crescimento de 69%.
O excelente desempenho do mercado foi favorecido ainda pela queda da taxa média de sinistralidade, de 52% para 51%, entre os dois períodos comparados, embora os sinistros retidos pelas seguradoras tenham apresentado alta de 12,3%, para R$ 2,2 bilhões. Isso significa que, em janeiro, o mercado devolveu para a sociedade, na forma de indenizações, benefícios e resgates, algo em torno de R$ 73,3 milhões por dia, incluindo finais de semana e feriados; ou ainda, R$ 3 milhões a cada hora.
Para os corretores de seguros a má notícia foi o crescimento de apenas 0,6% das despesas comerciais, que chegaram a R$ 818 milhões em janeiro. Essas despesas englobam, em linhas gerais, as comissões de corretagem pagas pelas seguradoras, além de campanhas promocionais.
Entre os estados, destaque para o Rio de Janeiro, onde foi apurado um incremento de 47% entre os dois períodos comparados. O mercado fluminense gerou receita da ordem de R$ 1,08 bilhão em janeiro.
Fonte: CQCS
Nenhum comentário:
Postar um comentário