Nos últimos anos, o Brasil tem consquistado resultados econômicos surpreendentes nunca antes imagináveis. Em 2009, praticamente passou imune à crise financeira mundial, um fato notável já que, em anos anteriores, o País era hipersensível a qualquer mudança nas economias globais. No ano seguinte, o crescimento do PIB foi de 7,5% e, para os próximos anos, estima-se que este percentual ficará entre 4% e 4,5%. Para muitos, um resultado medíocre. Mas, para o economista Eduardo Giannetti da Fonseca, ele é crescimento moderado que merece atenção.
“O momento é o mais favorável para o País. Mas não devemos confundir crescimento cíclico com sustentável e é disso que o Brasil precisa para ser um país desenvolvido”, diz Fonseca, lembrando que momentos semelhantes já foram vivenciados por aqui sem que houvesse a manutenção do crescimento, como, por exemplo, a época do Milagre Econômico, durante o governo Médici, em que o País experimentou excepcional crescimento, principalmente entre 1969 e 1973, porém sem perdurar.
Para que haja um crescimento sustentável, pontua o economista, é preciso haver poupança a longo prazo e capital de investimentos e, nesses quesitos, o Brasil ainda está longe de chegar ao desenvolvimento. “Nossa capacidade de investimento em formação bruta de capital fixo é próxima a 19% do PIB. Na China este percentual é de 40% e de 26% no Chile”, compara. O baixo investimento, analisa ele, se deve à alta carga tributária e o finaciamento dos gastos públicos pelo setor privado. Já a cultura da poupança depende da conscientização da população em relação ao futuro. (Karin Fuchs)
Fonte: Revista Cobertura
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