A corrida para excelência não tem linha de chegada.
David Rye

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Marsh aponta valorização do controle do risco operacional

Os gestores de risco de instituições financeiras em toda a Europa, Oriente Médio e África (Emea) estão aproveitando os efeitos da crise financeira para demonstrar como eles agregam valor e estão rapidamente ganhando adeptos nos conselhos de administração das empresas. Segundo pesquisa da corretora de seguros Marsh, uma das maiores do mundo, o papel do gestor de risco em instituições financeiras tem crescido significativamente e se destacado desde a crise financeira.
O relatório da Marsh 'New Risk Management Insights for Financial Institutions', que detalha a visão de gerentes, diretores e gestores de riscos das 120 principais instituições financeiras em toda a Emea foi elaborado no final de 2011 e entrevistou 122 gerentes de risco em toda a Europa, e também no Oriente Médio e África.
Cerca de 68% dos entrevistados afirmam que agora têm uma posição mais elevada dentro de suas organizações. O tempo de maturação dos departamentos de gestão de risco está impactando no nível de risco que as organizações estão preparadas para assumir: 34% dos entrevistados disseram que o apetite por riscos a nível dos conselhos administrativos tem aumentado nos últimos três anos, sendo que em 2009 somente 18% sentiam isso.
Ineficácia
O relatório da Marsh também afirma que um grande consenso de gestores de risco em instituições financeiras em toda a Emea (61%) sente que a nova regulamentação tem feito pouco ou nada para reduzir sua exposição ao risco operacional. Além disso, apenas 14% classificaram a regulamentação como principal prioridade de risco para os próximos 18 meses.
O relatório também demonstrou que os gestores de risco estão hoje mais preocupados com as ameaças associadas ao risco de crédito e de liquidez de suas organizações do que jamais estiveram desde o auge da crise econômica. Mais de dois terços dos entrevistados (69%) identificaram o risco de crédito e 56% listaram o risco por liquidez como sua principal prioridade nos próximos meses, em comparação com 37% e 22%, respectivamente, daqueles que figuraram no relatório de 2009.


Fonte: Jornal do Commercio RJ | Seguros | RJ

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