A Unimed Paulistana conseguiu negociar o pagamento de cerca de metade de seu passivo tributário de R$ 1,1 bilhão.
Com a regularização parcial dos débitos que vinham afetando o balanço da Paulistana, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) encerrou o processo de direção fiscal (intervenção), que se estendia há um ano e meio em uma das maiores cooperativas médicas do país.
A ANS continua a fiscalização até dezembro deste ano, mas a partir de agora sem a presença de um fiscal da agência dentro do escritório da cooperativa.
A maior parte do passivo tributário era uma dívida de R$ 700 milhões de ISS. Desse montante, R$ 530 milhões foram negociados por meio do Programa de Parcelamento Incentivado (PPI), da prefeitura de São Paulo. "Estamos pagando R$ 1,8 milhão por mês, durante dez anos", disse Paulo Leme de Barros, diretor-presidente da Unimed Paulistana. "Com esses pagamentos já conseguimos reduzir nossa dívida total para R$ 819 milhões", completou Maurício Rocha Neves, diretor executivo da cooperativa.
A Unimed Paulistana tem ainda outros R$ 400 milhões em débitos federais, sendo que R$ 135 milhões foram negociados por meio do último Refis. A Unimed pagará cerca R$ 600 mil, por mês, durante 15 anos. A diferença dos débitos está sendo contestada juridicamente.
A cooperativa médica também apresentou ontem seu balanço relativo a 2010. No ano passado, o resultado final foi de R$ 44 milhões, porém a "sobra real" foi de R$ 1,9 milhão. "Revertemos mais de R$ 40 milhões para acertos que ficaram pendentes no balanço do ano anterior", explicou Neves. Em 2009, a Unimed Paulistana teve prejuízo de R$ 98 milhões por conta do reconhecimento dos débitos tributários. A partir de 2010, a ANS passou a permitir que as cooperativas contabilizassem o débito tributário como passivo e ativo ao mesmo tempo. No ativo, os cooperados entram como responsáveis pelo débito, caso ele não seja quitado.
A Unimed tem como meta encerrar este ano com um resultado final de R$ 150 milhões. "Essa foi a proposta apresentada para ANS. Por isso, temos que trabalhar para isso", disse Neves. A cooperativa terminou 2010 com 940 mil beneficiários, o que representa um aumento de 120 mil vidas em relação a 2009.
Fonte: Valor Online
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