A corrida para excelência não tem linha de chegada.
David Rye

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Em 2020, dois bilhões de dispositivos estarão conectados no Brasil, prevê Ericsson

Para a gigante de tecnologia, aumento na capacidade das redes e a evolução da banda larga móvel para 4G permitirão a conexão de 50 bilhões de dispositivos em todo o mundo

 



Cotidiano Digital - Da Redação

 
No ano de 2020 haverá um total de 50 bilhões de dispositivos conectados à rede, de acordo com a visão de mercado da Ericsson. A estimativa para o Brasil é de que até lá sejam 2 bilhões de dispositivos conectados à rede, já levando em conta os índices de desenvolvimento e crescimento do país. “O Brasil é um país onde a banda larga e, especialmente, a banda larga móvel tiveram um rápido crescimento. Com base nesse fator, a Ericsson prevê que, em 10 anos, todos os aparelhos e situações que puderem se beneficiar de alguma forma de conexão terão acesso a ela. Não estarão conectados apenas telefones, notebooks, iPads, mas também interruptores de luz, água, gás, sinalização das ruas, transporte público, monitores de saúde, entre várias outras coisas”, explica Lourenço Coelho, vice-presidente de Estratégia e Marketing da Ericsson na América Latina.
A expectativa da Ericsson gera projeções para novas formas e modelos de negócios, devido à massificação da banda larga móvel e às tendências de consumo de milhões de pessoas em todo o mundo, que desejam estar conectadas a todo o momento e em todos os lugares. Segundo a empresa, são essas milhares de pessoas que aumentam diariamente o tráfego de voz e dados no mundo e com esse crescimento, os preços baixarão e aumentará a viabilidade econômica de conectar mais aparelhos à rede. Para a Ericsson,a utilização da tecnologia e infraestrutura móvel já existente reduz os custos de ampliação e manutenção da rede e os sistemas móveis também oferecerão o benefício de serem globais, em padronização e roaming.
“Nos últimos anos foi possível notar os benefícios que a banda larga fixa e móvel podem oferecer à sociedade”, afirma Coelho. “Com a combinação de nossa liderança em tecnologia e capacidade de prestação de serviços, estamos trabalhando em conjunto com a indústria para oferecer aos nossos clientes o suporte necessário na criação de redes que atendam o crescente tráfego de dados e, ao mesmo tempo, garantam ao consumidor a melhor experiência possível”, garante ele.
conexões M2M devem triplicar em cinco anos
No cenário da Ericsson, as soluções máquina a máquina têm um papel fundamental na conexão dos 50 bilhões de dispositivos até 2020. Segundo a Strategy Analytics, o mercado anual de comunicações máquina a máquina em dispositivos móveis crescerá dos US$ 18 bilhões, em 2008, para mais de US$ 57 bilhões em 2014. Com isso, as conexões M2M devem triplicar nos próximos cinco anos.
Segundo Coelho, a Ericsson já trabalha em conjunto com as operadoras, fabricantes de dispositivos e foros de padronização, assim como também desenvolve tecnologias, pesquisas e estudos de preferências do consumidor para desenvolver ao máximo as oportunidades M2M. A tecnologia M2M já é utilizada em setores como transporte, por meio de monitoramento, e energético, por meio de medidores inteligentes. Na área de saúde, o objetivo é melhorar o cuidado com os pacientes por meio de dispositivos de monitoração remota.
“Em nível mundial, prevemos que o número de usuários de banda larga móvel aumentará dos atuais 500 milhões para cerca de 3,5 bilhões, em 2015, devido a um aumento massivo da utilização de dados. Esse rápido crescimento deve resultar no aumento da capacidade de tráfego das operadoras. Teremos pela frente oportunidades emocionantes, não somente para os consumidores na sociedade, como também para a indústria, com a chance de poder tornar realidade um mundo totalmente conectado”, conclui o executivo.

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